É urgente repensar a preparação para o Matrimônio

 

Noivos

 

O Papa Francisco assinou, no dia 19 de março (dedicado a São José) um documento denominado exortação pós-sinodal. Este documento já era esperado como conclusão do Sínodo sobre a Família encerrado no ano passado.

Podemos dizer que milhares ou milhões de católicos participaram, mesmo que indiretamente, desse sínodo, pois a todas as paróquias do mundo foi enviado um conjunto de reflexões e perguntas (Lineamenta). Diversos grupos e movimentos puderam enviar suas respostas, que foram consolidadas por dioceses e enviadas ao Vaticano. Além disso, bispos, sacerdotes e leigos de todo o mundo participaram das reuniões sinodais.

Por tanto envolvimento dos fiéis e especialmente por se tratar da família, há grande ansiedade por tal exortação que ainda não foi divulgada. Contudo, os vários documentos já publicados, como discursos do Papa durante o sínodo e relatórios, nos fazem esperar que a exortação venha com grande apelo pastoral e com inovações práticas, mas sem grandes questões doutrinárias.

Um dos pontos importantes da esperada exortação deve ser a questão da preparação para o Matrimônio. Parece novidade que a Igreja venha pedir aprofundamento nisso, mas não é. Já em 1981, na encíclica Familiaris Consortio, de João Paulo II, a Igreja foi convidada a estruturar o itinerário de formação em três etapas (você sabe quais são?). Destas três etapas, não tenho receio em dizer que a grande maioria dos noivos somente têm contato com uma.  Em geral o que acontece é um curso de fim de semana com palestras sobre alguns temas e, infelizmente, em data próxima da data da celebração do Matrimônio. Aquilo que deveria acontecer com antecedência, como um percurso catequético (Preparação Próxima), ocupou o lugar de outra etapa que é destinada à uma revisão, oração e preparação da celebração (Preparação Imediata). Em 1996, o documento Preparação para o Sacramento do Matrimônio nos ofereceu mais pistas, principalmente sobre o comprometimento com nossa formação, o conteúdo, a forma e a fidelidade ao Magistério da Igreja.

Minha esposa e eu estamos nessa missão há mais de 15 anos.  No começo pensávamos estar no caminho certo e talvez até convencidos de que fazíamos o que a Igreja nos indicava. Mas o fato é que não conhecíamos quais eram essas indicações e, embora encontrássemos satisfação por parte dos noivos, percebemos que a Igreja nos pede mais e de modo diferente. Nosso primeiro questionamento era sobre o conteúdo. Descobrirmos que a Igreja nos pede um corpo mínimo de conteúdos enquanto o que encontramos na maioria das paróquias são palestras desconexas e até, por algumas vezes, contrárias ao Magistério da Igreja. E isso sob a tutela de palestrantes que pensam ter mais experiência e sabedoria que a Igreja, está guiada pelo Espírito Santo. Ou preferem ganhar algumas salvas de palmas e escutarem o salão tremer em risadas de aprovação de suas piadas que paganizam o sagrado e fazem os noivos esquecerem que o Matrimônio é muito mais que um fato social, é um sacramento.

Em minhas viagens pelo Brasil, assessorando equipes de preparação para o Matrimônio, é comum encontrar pessoas de muita boa vontade, mas que atuam há anos, talvez há décadas nesta pastoral sem nunca ter estudado os capítulos sobre Matrimônio de nosso Catecismo, das encíclicas e de documentos como o Preparação para o Sacramento do Matrimônio (que completa 20 anos em 2016!). Este mesmo documento, ainda desconhecido, indica que os agentes que atuam com noivos sejam pessoas de “doutrina segura e fidelidade indiscutível ao Magistério da Igreja”. É comum em assembleias estaduais com duas a três centenas de pessoas, encontrar de dez a vinte que sabem da existência de tais documentos.

O segundo ponto de nosso questionamento foi sobre a forma. Como trabalhar temas profundos e algumas vezes complexos em forma de palestras? Encontramos eco também nos documentos citados. Eles são unânimes em dizer que é preciso “tempo e cuidados necessários” para a realização da Preparação Próxima (os nossos cursos ou encontros). Há anos me questionava como poderíamos dizer que trabalhávamos com noivos fazendo, de vez em quando, uma palestra? E, em geral, a mesma palestra utilizando a mesma ficha amarelada ou o mesmo “power point” onde até sabemos a hora em que vão rir ou chorar…. O pior disso tudo é considerar normal que um casal seja o responsável pelo mesmo tema de palestra durante anos e passe distante de outros temas. Mas, se são casados, deveriam ser capazes de partilhar qualquer um dos temas da vida de casados, não? Casos mais delicados são encaminhados aos especialistas, mas os agentes devem ter noções (e vivência) gerais, como um médico generalista.

O Papa Francisco, em 18 de fevereiro, lamentou: “para um Sacramento que é para toda a vida, três, quatro palestras…” Ele demonstra claramente a preocupação com o que tem acontecido. Mas, repito, não acontece por falta de orientação. A Igreja, seja o Vaticano como também a CNBB, oferece orientações e subsídios, resta-nos buscar formação.

Talvez você possa estar no coro daqueles que dizem que não dá pra mudar, pois os noivos não aceitariam fazer nada diferente do que já acontece. Ou ainda seu pároco (ou talvez o senhor mesmo, se for um sacerdote) pode pensar que reunir os noivos por algumas horas já seja uma vitória neste mundo corrido e, por isso, que se mantenha como está.

Pode ser uma vitória manter em funcionamento os cursos da forma como acontecem, mas mantê-los assim com a justificativa que ninguém aceitaria mudanças é, me desculpe a sinceridade, história para boi dormir…  Ora, estamos falando de sacramento! Por acaso, se os vocacionados ao seminário começarem a dizer que desistem do sacerdócio por não aceitarem tantos anos de estudo, deveríamos reduzir a formação do padre para um ou dois anos?? Da mesma forma, se os noivos chegam com essa desculpa, estão mais uma vez provando que não entenderam o que é o Matrimônio. Nivelar por baixo pode ser cômodo e pode agradar a gregos e troianos, mas não é a solução.

Pode acontecer que o devido valor e cuidado com a preparação do Matrimônio resultem em menor número de matrimônios, num primeiro momento. Alguns vão dizer que não querem mais se casar na Igreja pelas dificuldades que colocamos. Nós colocamos? Dificuldades são as modas que a sociedade consumista e exibicionista impõem e estes noivos as absorvem como se fossem regras. Que sejam em menor número, mas com certeza serão de melhor qualidade…

No Brasil, várias paróquias e dioceses inteiras já investem na mudança estrutural há anos. Temos casos até de dioceses que, por decreto episcopal, ficou proibida a realização dos tradicionais encontros/cursos de fim de semana, e isso na década de 90! Há diversas experiências positivas de muitos anos com equipes que buscam a fidelidade nos temas e na estrutura, realizando vários encontros com os noivos. Assim permitem melhor entendimento sobre o Matrimônio, além de gerar vínculo entre os agentes e os noivos.

Além disso, a equipe de agentes tende a aumentar. Neste modelo não precisamos de casais que falem em público e façam palestras, o que treme as pernas de muitos casais aptos a colaborar. Se aproximarão da equipe outros casais que, no modelo de partilha em pequenos grupos, se sentirão à vontade para partilhar, apoiados por um material ou guia para as reuniões.

Mas isso exige compromisso. Ao invés de fazer algumas horas de palestras por ano, nos encontramos quase semanalmente com os noivos. Terminamos uma turma e já começa outra. É perseguir o compromisso da “Igreja em saída”.  No primeiro relatório do Sínodo em outubro de 2014 já tínhamos a indicação da necessidade de um “maior compromisso na preparação dos noivos para o Matrimônio”. Compromisso de todos, dos próprios noivos, dos leigos e do clero.

O relatório final do Sínodo destaca a palavra acompanhar que é bem diferente de fazer palestras: “Os percursos de preparação para o matrimónio sejam propostos também por cônjuges capazes de acompanhar os nubentes antes do casamento e nos primeiros anos de vida matrimonial”. (Parágrafo 58 do relatório final do Sínodo 2014-2015). E o documento base, um desconhecido de nossas equipes, orienta que ”…serão necessários encontros frequentes, num clima de diálogo, de amizade, de oração, com a participação de pastores e de catequistas”. (PSM37)

Me permita relatar nossa experiência, a de um casal que buscava servir no formato tradicional por mais de 10 anos e realizamos a transição ao modelo de acolhimento, onde nos encontramos com os noivos uma vez por semana em reuniões que duram aproximadamente 1h30.  Desconfiança, insegurança e outros sentimentos estiveram presentes diante das mudanças. Mas se Igreja nos pede isso, não pode dar errado. E não deu!

De início, em nossa paróquia, funcionaram os dois modelos e mesmo havendo o modelo tradicional, que logo resolve a necessidade dos noivos de ter o tal certificado, tínhamos noivos interessados nos encontros por acolhimento. O interesse deles era fruto de uma boa propaganda, principalmente por parte do pároco e vigário que recomendavam aos noivos com os quais tinham oportunidade de conversar. Ao fim de um ano, o pároco se mostrou favorável a não mais oferecermos o modelo condensando em fim de semana, fruto da diferença percebida por ele ao conversar com noivos oriundos dos dois modelos. Hoje realizamos a Preparação Próxima em 12 encontros.

Em nossa cidade há várias paróquias. Próximo à nossa, a poucos minutos, encontramos outras paróquias que oferecem os encontros/cursos no modelo de 1, 2 ou 3 noites. Chegamos a pensar que os noivos buscariam tais opções. Investimos na informação com folhetos, muitos avisos nas missas e nos programas de rádio, além da boa propaganda boca a boca. Resultado: começamos a primeira turma do ano, que vai de fevereiro a maio, com 12 casais, o que significa um número próximo ao que tínhamos no modelo de fim de semana.

Nos informes, devemos avisar de forma clara e insistente que a preparação para o Matrimônio deve ser buscada com antecedência mínima de 6 meses da data do casamento. Ideal que seja antes mesmo de definir a data, pois faz parte do processo de discernimento.

Eu sei que nem todos poderão fazer desta forma e teremos várias exceções. Mas eles devem ser tratados como exceções, com disponibilidade de nossa parte e da paróquia, mas não devem virar regras.

Nosso discurso é sempre afiado ao dizermos que a família corre perigos, que os Matrimônios estão fracos, que os jovens não têm preparo suficiente e tantas coisas mais. Nossa prática precisa reagir ao nosso discurso. Precisamos buscar aprofundamento no cuidado com aqueles que caminham em direção ao Matrimônio.

Se você colabora na preparação de noivos, precisa refletir sobre isso. Se seu pároco não quer nem falar sobre isso, sugiro uma boa conversa começando com o que nos diz o Papa Francisco: “A pastoral em chave missionária exige o abandono deste cômodo critério pastoral: “fez-se sempre assim”. Convido todos a serem ousados e criativos nesta tarefa de repensar os objetivos, as estruturas, o estilo e os métodos evangelizadores das respectivas comunidades”. (Papa Francisco, Evangelli Gaudium, 2013).

Paz e bem!

Vida de casados, vida de fé

A participação de Deus no casamento é uma coisa sagrada

O Senhor se lembra sempre da aliança que Ele fez conosco. A aliança que Deus fez com vocês, casados, é toda especial. Deus, que é o Criador, que criou tudo, resolveu criar outro ser humano com a participação de vocês dois.

A participação de Deus no casamento é uma coisa sagrada. Foi Deus quem fez essa aliança com você homem e com você mulher, para que Ele continuasse criando através de vocês.

Entre milhões de espermatozoides, apenas um é fecundado. Nós somos escolhidos especialmente por Deus. Você é único. Aquela sua filha é única, por mais decepção que ela tenha dado a você ou à sociedade. Deus a quis.

Não existiu e não existirá ninguém igual a você. Você é único. O Senhor se lembra sempre da aliança que fez com você. E quando alguém é adúltero, em primeiro lugar, está sendo infiel a Deus.

 

Designo de Deus

Dá uma olhadinha na história do seu casamento. Um morava em um lugar e o outro em outro e só por Deus se encontraram. Todas as coisas referentes ao casamento, à família, são referentes a Deus. E nós estamos ao léu dos nossos erros e dos erros dos outros. E é por isso, que muitos desencontros acontecem nas nossas famílias. Nós estamos acostumados a olhar somente as dificuldades do casamento e da família, mas Deus quer que as superemos.

Eu gosto de dizer que marido e mulher são como a faca do açougueiro. O açougueiro amola uma faca na outra. É assim no casamento, ambos vão ficando afiados, por causa dos erros, falhas e pecados. E também pelos erros dos nossos filhos, e também pelos erros de nós, pais.

Assim como os filhos em casa dão trabalho, os filhos na comunidade também dão trabalho para mim. Você que gosta de dormir, de ficar na “vida boa”, quando seu filho nasce, chora de noite e fica doente, o seu comodismo vai por água a baixo. E aí você tem que acordar para ficar com o bebê. Mas porque amamos, nos dispomos a enfrentar a situação e aí ficamos “amolados”.

A vida em família, no casamento, só pode ser uma vida de fé. Eu me recordo que meu pai sempre foi um homem muito honesto e muito trabalhador. Mas ele não era um homem de ir à Igreja. Mas, que beleza! Quando cheguei no seminário, no domingo, quando eu vi, meu pai, que nem tinha ido na minha primeira comunhão, estava na Missa e foi comungar.

E quando terminou a Missa, ele foi me explicar que havia feito uma boa confissão. E ele falou com a “boca cheia”, que tinha feita uma boa confissão. E depois desse dia, nunca mais deixou de ir à Igreja, de confessar e de comungar. E a partir daí, puxava todo mundo para ir à Igreja. E graças a Deus se tornou um homem de fé.

Reflexão do dia: Na dor também encontramos a presença de Deus

 

Ele prometeu estar conosco na alegria, na tristeza, na dor e na aflição. A convicção que precisamos assumir a cada dia é que Deus está conosco

“Quando virdes acontecer essas coisas, ficai sabendo que o Reino de Deus está perto” (Lucas 21, 31).

Estamos acompanhando os últimos dias do Ano Litúrgico e logo vamos começar o tempo do Advento. E a Liturgia nos traz temas apocalípticos, realidades finais nas quais a humanidade vai passar. Algumas palavras podem causar pânico, receio, temor em nosso coração, porque falam de destruição, de coisas difíceis, de momentos terríveis. Em todas as épocas, as pessoas experimentam, passam e provam situações difíceis, inclusive, na própria natureza, na própria constituição física do Universo, do planeta Terra e assim por diante.

Duas coisas são importantes: a primeira delas é que precisamos ter zelo e cuidado por aquilo que Deus nos deu. A destruição do próprio planeta, da terra em que vivemos, começa a acontecer quando não cuidamos da casa que é nossa, a casa que Deus nos deu.

A segunda coisa é que quando coisas trágicas acontecem, não é porque Deus está longe, não é que Ele queria que isso aconteça; pelo contrário, Deus nos quer salvos. Ainda que estremeçam todas as coisas (porque todas as coisas vão passar por uma consumação final), só podemos ter uma convicção e uma certeza: aconteça o que acontecer, Deus está conosco, ao nosso lado! O Reino d’Ele se faz presente quando a tribulação, a dor e a aflição forem grande em qualquer esfera da vida humana.

Onde acontece a dor e a tragédia, ali é o lugar de encontrar também a presença de Deus. Céus e Terra passarão, mas a Palavra do Senhor jamais passará. Ele prometeu estar conosco na alegria, na tristeza, na dor e na aflição. A convicção que precisamos assumir a cada dia é que Deus está conosco!

Não vamos desanimar, não sejamos tomados pela tristeza, depressão e angústia, pela ansiedade de tantas coisas difíceis, de tantas notícias ruins, de muitas tragédias que acontecem hora aqui e ali. É importante que o nosso coração esteja firme no Senhor!

Deus abençoe você!

 

 

Padre Roger Araújo

Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.

S.O.S. MARIANA - MG

Sabemos da situação que o Povo de Mariana em Minas Gerais estão passando.

A Cáritas Diocesana de Umuarama está fazendo uma campanha, se você tem interesse de ajudar esses nossos irmãos que sofre doando água mineral eis os pontos de coleta:
Centro Cultural Vera Schubert; Eletrolar; Paraóquia São Paulo Apóstolo; Supermercado Planalto; Paróquia São Francisco de Assis.
Aqui em Alto Paraíso você pode deixar a sua doação na Secretaria da Paróquia Nossa Senhora de Fátima.
Caso você queira fazer uma doação em dinheiro, então é só fazer um depóstio no Banco do Brasil:
AG 0645-9
C/C: 9.880-3
Cáritas Diocesana de Umuarama.
CNPJ: 06.977.063/0001-89

Papa alerta sobre “vírus” da hipocrisia  

sexta-feira, 16 de outubro de 2015, 7h51 Modificado: sexta-feira, 16 de outubro de 2015, 8h26 

 

Na Missa de hoje, Papa destacou necessidade de oração para não se contagiar pelo vírus da hipocrisia, que nunca leva à luz de Deus

 

Da Redação, com Rádio Vaticano

 

É preciso rezar muito para não se deixar contagiar pelo “vírus” da hipocrisia, disse o Papa Francisco em sua homilia nesta sexta-feira, 16, na Casa Santa Marta. A hipocrisia, disse, seduz o ser humano com o fascínio da mentira.

O Papa recordou a cena retratada por Lucas na passagem do Evangelho do dia – Jesus e os discípulos, no meio de uma multidão, que pisa nos próprios pés, de tão numerosa que é –, chamando à atenção para a advertência sincera de Cristo aos Seus discípulos: “Atentos ao fermento dos fariseus”. “O fermento é uma coisa muito pequena”, observa Francisco, mas como Jesus fala sobre ele, é como se quisesse dizer “vírus”. Como um médico que diz para prestar atenção aos riscos de um contágio.

Confira

.: Outras homilias de Francisco

“A hipocrisia é a maneira de viver, agir e falar, que não é clara. Talvez sorria, talvez seja sério… Não é luz, não é escuridão… Move-se de uma forma que parece não ameaçar ninguém, assim como a serpente, mas tem o fascínio do claro-escuro. Tem o fascínio de não ter as coisas claras, de não dizer as coisas claramente; o fascínio da mentira, das aparências … Aos fariseus hipócritas, Jesus dizia também que eles estavam cheios de si mesmos, de vaidade, que eles gostavam de caminhar nas ruas, mostrando que eram importantes, pessoas cultas”.

Jesus, no entanto, tranquiliza a multidão. “Não tenham medo”, diz Ele, porque “não há nada escondido que não será revelado, nem segredo que não será conhecido”. Como se dissesse, observa ainda Francisco, que se esconder não ajuda, embora o fermento dos fariseus leva as pessoas a amar mais as trevas do que a luz.

“Esse fermento é um vírus que fará com que você fique doente e morra. Cuidado! Esse fermento leva você às trevas. Cuidado! Mas há alguém que é maior do que isso: é o Pai que está nos céus. “Cinco pardais não se vendem por duas moedas? No entanto, nenhum deles é esquecido diante de Deus. Até os cabelos de sua cabeça estão todos contados”. E, em seguida, a exortação final: “Não tenham medo! Vocês valem mais do que muitos pardais”. Diante de todos esses medos que nos colocam aqui e ali, e que nos coloca o vírus, o fermento da hipocrisia farisaica, Jesus nos diz: “Há um pai que ama você, que cuida de você”.

E há uma só maneira de evitar o contágio, diz Papa Francisco. É o caminho indicado por Jesus: rezar. A única solução, para evitar cair naquela atitude hipócrita que não é nem luz, nem escuridão, é a metade de um caminho que nunca vai chegar à luz de Deus.

“Rezemos. Rezemos muito. ‘Senhor, protege a tua Igreja, que somos todos nós: protege o teu povo, o que se tinha reunido e se pisoteava entre eles. Protege o teu povo, para que ame a luz, a luz que vem do Pai, que vem do Teu Pai, que Te enviou para nos salvar. Protege o Teu povo, para que não se torne hipócrita, para que não caia na apatia da vida. Protege o Teu povo, para que ele tenha a alegria de saber que existe um Pai que nos ama tanto”.

Padre comenta o incêndio no túmulo de José, na Cisjordânia  

 

Franciscano da Custódia da Terra Santa, padre Ibrahim relata o medo do povo com o atentado; segundo ele, comunidade internacional “dorme”

Tensão na Terra Santa no dia em que o Hamas convocou a “sexta-feira da cólera” contra Israel, convidando ao protesto. Centenas de jovens palestinos incendiaram, na noite desta quinta-feira, 15, o túmulo de José do Egito, em Nablus, na Cisjordânia. Padre Ibrahim Faltas, franciscano da Custódia da Terra Santa, comentou o atentado.

“Um grupo de palestinos queimou o túmulo de José e o próprio Abu Mazen, que condenou esse fato e criou um comitê para investigar essa situação”. Confira a breve entrevista com padre Ibrahim:

O que significa esse gesto? Tudo parece levar a uma nova Intifada?

Padre Ibrahim – Nós estamos vivendo uma situação bruta, mas não a chamarei de “nova Intifada” (rebelião popular palestina contra as forças de ocupação de Israel na faixa de Gaza e na Cisjordânia). Todos têm medo hoje: hoje é sexta… É verdade que o Hamas falou de uma “sexta-feira de raiva”, mas penso que não durará muito. Agora, fala-se de um possível encontro entre Abu Mazen e Netanyahu e o secretário americano, Kerry, e também o rei Abdallah, da Jordânia. Se esse encontro acontecer, penso que a situação poderá melhorar muito.

Para Peter Lerner, porta-voz militar israelense, trata-se da profanação de um lugar sagrado, que envolve um flagrante da liberdade de culto…

Padre Ibrahim – Certamente, é um lugar sagrado, o túmulo de José; mas é uma reação àquilo que foi feito à mesquita de al Aqsa. É esse o problema e nós não queremos que se torne uma guerra religiosa. Não deve ser nunca uma guerra religiosa! Quando tocaram al Aqsa, vimos a reação de todos os muçulmanos: e esta é uma reação similar. Um grupo de jovens palestinos realizou esse gesto, mas o governo palestino condenou, o próprio Abu Mazen condenou e estão fazendo investigações sobre isso.

Quais serão, segundo o senhor, as reações da Comunidade Internacional a mais essa espiral de violência?

Padre Ibrahim – A comunidade internacional há tempos deveria ter feito alguma coisa! Há tempos deveria trabalhar! Há tempos deveria ter procurado colocar todos juntos! A comunidade internacional, para mim, dorme, não fez nada. Sempre dissemos que a comunidade internacional deve operar, deve fazer pressão sobre todas as duas partes, deve trazer as duas partes às negociações. Isso que está acontecendo é fruto de não encontrar-se. Quando Abu Mazen não encontra o primeiro-ministro israelense, quando o diálogo não acontece, o fruto de tudo isso é a violência, é isso a que estamos assistindo nesse momento. A comunidade internacional, há tempos, há anos não faz nada. Deve trabalhar, deve fazer pressão sobre as duas partes.

Mês de Outubro

 

Outubro é o décimo mês do ano no calendário gregoriano, tendo a duração de 31 dias. Outubro deve o seu nome à palavra latina octo (oito), dado que era o oitavo mês do calendário romano, que começava em março.

Outubro começa sempre no mesmo dia da semana que o mês de janeiro, exceto quando o ano é bissexto.

 

Eventos históricos

1º de outubro - Dia Nacional da República Popular da China

5 de outubro - 1143 - Assinada a Independência de Portugal pelo Tratado de Zamora; 1910 - Implantação da República Portuguesa

7 de outubro de 1727 - Fundação de Pirenópolis, Goiás.

10 de outubro de 1917 - Fundação de Cerqueira César, São Paulo.

12 de outubro de 1929 - Fundação de Tupã, São Paulo.

 

Datas comemorativas

12 de outubro - Dia da Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil; Dia das Crianças no Brasil

Dia do Agrônomo (Brasil); Dia Nacional da Espanha

13 de outubro - Dia do Fisioterapeuta (Brasil)

15 de outubro - Dia do Professor (Brasil)

16 de outubro - Dia Mundial da Alimentação

18 de outubro - Dia do Médico

19 de outubro - Dia do Profissional de Informática

20 de outubro - Dia do Arquivista/ Dia do Poeta

23 de outubro - Dia do Aviador

24 de outubro - Dia da Organização das Nações Unidas

25 de outubro - Dia Mundial do Macarrão

28 de outubro - Dia do funcionário público; Dia do Flamenguista, a maior torcida de futebol do Brasil

31 de outubro - Dia das Bruxas (Halloween); Dia do Saci Pererê; Dia da Reforma Protestante

 

Todo segundo domingo de outubro, ocorre, em Belém do Pará, o Círio de Nazaré.

o que é Ofertar?

 

Ofertar á oferecer
Ofertar é repartir o que temos e dar aos mais necessitados
Ofertar é sentir que se pode ser útil, que se pode ajudar, que se pode ir além de nossas possibilidades.
Jesus o fez hoje no evangelho, quando ofereceu a cura à sogra de Pedro. Deu-lhe vida novamente.
Quantas vezes ofertamos algo que nos é importante? Quantas vezes nós nos colocamos diante dos outros e lhe oferecemos nossa ajuda, nossa solidariedade, nossa amizade?
Vamos, então, a exemplo de Jesus oferecer algo ao outro.
Oferecer um agasalho nesse tempo em que tantos perderam algo nas enchentes
Oferecer alimentos àqueles que têm fome
Oferecer nossas orações aos doentes
Oferecer uma visita aos velhinhos
Oferecer uma sopa ao doente nosso vizinho...
Oferecer nosso amor aos sofridos
Oferecer nossa misericórdia aos que perderam seus entes queridos
Por isso, vamos oferecer junto ao pão e ao vinho, todo o nosso desejo de ser mais caridosos, mais misericordiosos, mais voltados para os projetos de Deus em nossa vida. Vamos cantar para nosso ofertório mais bonito ficar.

TESTEMUNHOS

 

"Graça alcançada é graça testemunhada"

 

Se você recebeu uma graça, e gostaria de testemunhar, agora você pode, deixr aqui o seu testemunho, o seu pedido de oração. Rezarei por você e levarrei a sua intenção para as Santa Missas que celebro nas quarta-feiras: Missa e Novena de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro; como também nos finais de semana: Todo Sábado às 20h00 e todos os Domingos às 09h00.

Aqui no site você pode digitar o seu testemunhos rolando a pagina para cima e do lado esquerdo você vai encontrar um campo para você digitar o seu testemunho.

 

 

Intercoroinhas

Todos os anos a Diocese de Umuarama realiza o intercoroinhas, que reúne coroinhas de várias Paróquias da Diocese, no CDF (Centro Diocesano de Formação), onde uma equipe prepara várias atividades esportivas e artísticas, para entreter a todos s Coroinhas.

Foi realizado neste domingo, 25, o intercoroinhas da Diocese de Umuarama, com cerca de umas 814 Coroinhas, mais 55 os coordenadores e mais 37 mães que estavam acompanhando os seus filhos.

Iniciou com a celebração da Santa Missa na Catedral, presidida pelo Pe. Odair Trindade Araújo, assessor Diocesano dos Coroinhas.

Na homilia o padre Odair contou uma historinha que ajudou as crianças a entenderem o Evangelho e disse que para entrar no Reino de Deus temos que ser Justo. Pediu para que aproveitassem o dia e que tivesse muita alegria e espírito esportivo e não de briga.

Após as recomendações do Coordenador Diocesano e a bênção final, todos os coroinhas foram convidados para dirigirem para o Centro Diocesano de Formação, onde estavam preparadas várias atividades esportivas e apresentações artísticas.

Durante o evento ouvimos alguns coroinhas, que acharam o encontro muito bom e divertido, segundo alguns, estava melhor do que o do ano passado. Na avaliação dos Coordenadores Paroquiais e Diocesano, o encontro foi muito bom, as crianças se divertiram a vontade, o som ajudou a manterem todos reunidos no campo de futebol. As várias atividades esportivas criou um clima de competição e de muita descontração sem brigas. Não houve nenhum incidente, graças a Deus.

Por volta das 16h00, deu-se por encerrado todas as atividades do intercoroinhas de 2013. Foram distribuídas as premiações para as Paróquias vencedoras e medalhas para todos os Coroinhas presentes no Intercoroinhas de 2013. Por fim cada um retornou para as suas Paróquias, já pensando no Próximo Intercoroinhas em 2014.

Veja as fotos AQUI

1ª Carreata dos Motoristas

A paróquia Nossa Senhora de Fátima, realizou neste domingo, 28, a primeira carreata dos motoristas de Alto Paraíso.

Às 09h00, iniciou-se a celebração da santa Missa pelos motoristas e após a missa deu-se iniciou a carreata dos motoristas, saindo da lavanderia Lavinil, passando pela Prefeitura, pegando a avenida principal da cidade até à praça Ilton de Oliveira, passando pelo Hospital municipal pegando a Avenida Augusto José de Souza até de frente da Igreja Matriz, onde aconteceu a benção dos veículos.

Ao todo foram cerca de 80 veículos que receberam a água benta das mãos do Pe. Odair Trindade Araújo.

Confira as fotos Aqui

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Novidades

Repertório para Missa do 29º Domingo do Tempo Comum

16/10/2015 15:47
Confira sugestão de repertório para a celebração da Missa do próximo domingo O canal da música apresenta sugestão de repertório, com partituras, para a celebração da Missa do 29º Domingo do Tempo Comum, dia 18 de outubro. Baixe as partituras: Canto de Entrada: O Senhor é...

Novena em Louvor a Nossa Senhora de Aparecida

30/09/2015 11:44
No próximo dia 03 de outubro iniciamos aqui na Paróquia de Alto Paraíso a Novena de Nossa Senhora de Aparecida. Nos dias da novena haverá Missa, às 20h00, e também haverá uma bênção especial. No primeiro dia da novena: "Maria, Mãe na vida, Mãe na morte!", Bênção da Água; No segundo dia: "Maria, Mãe...

Identidade de gênero

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  Na sociedade, identidade de gênero se refere ao gênero em que a pessoa se identifica (i.e, se ela se identifica como sendo um homem, uma mulher ou se ela vê a si como fora do convencional), mas pode também ser usado para referir-se ao gênero que certa pessoa atribui ao indivíduo tendo como...

À imagem de Maria, "serva do Senhor", a Igreja é povo que serve a Deus e vive na liberdade que Ele lhe dá: Papa Francisco na Missa celebrada em Campobasso

05/07/2014 22:53
Papa Francisco celebrou esta manhã a Eucaristia num antigo estádio da cidade de Campobasso. A proteger o altar do sol estivo, uma ligeira cobertura em canas de bambu, cobertas por alguns ramos verdes. Na homilia, o Papa sublinhou “dois aspetos essenciais da vida da Igreja: um povo que serve a Deus...

Coletiva de Imprensa da 52ª AG – 07 maio

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A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) convida a imprensa para entrevista coletiva, nesta quarta-feira, 07 de maio, às 15h horas, na Sala de Coletiva, no Centro de Eventos Pe. Vítor Coelho, em Aparecida (SP). Na entrevista coletiva que acontece diariamente, como parte da programação de...

Nota da CNBB sobre o descaso do Poder Público com o Projeto Saúde +10

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A Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou hoje, 3, nota sobre o "descaso do Poder Público com o Projeto Saúde +10". No texto, aprovado pelo Conselho Episcopal Pastoral, os bispos recordam que "o Projeto recolheu mais de dois milhões de assinaturas de eleitores,...

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Quinta, 03 Abril 2014 10:43  cnbb   Faleceu em Aparecida (SP), na madrugada desta quinta-feira, 03, o bispo emérito de Barretos (SP), dom Pedro Fré, aos 89 anos. Em fevereiro,  o bispo completou 68 anos de profissão religiosa na Congregação do Santíssimo Redentor. Em 2010, dom Pedro...

Cardeal Damasceno é nomeado para a presidência do Sínodo

24/02/2014 14:56
O papa Francisco nomeou hoje, 21, o arcebispo de Aparecida (SP) e presidente da CNBB, cardeal Raymundo Damasceno Assis, para a presidência do Sínodo Extraordinário sobre a Família, que ocorrerá de 9 a 15 de outubro, no Vaticano. Foram nomeados também para compor a presidência do Sínodo...

"Cristãos não ajam como privilegiados"

07/02/2014 10:44
Cidade do Vaticano (RV) – O Papa Francisco se inspirou no martírio de São João Batista em sua reflexão na homilia da missa matutina, na Casa Santa Marta. O verdadeiro cristão é como o Batista: segue o caminho da humildade sem se apropriar da profecia. A liturgia desta sexta-feira, 7, narra que...

Graça lcançada

28/10/2013 10:46
Pe. Odair, aqui é uma filha de Deus que escreve, eu esperei uma resposta confirmando e a grassa chegou. Padre, Nossa Senhora Aparecida, minha madrinha, sou grata a ela por muitas graças e bênçãos derramada na minha vida e de meus filhos. Um filha que mora no Mato Grosso do sul esperava uma graça,...
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